terça-feira, 28 de junho de 2011

Qual é o seu paraíso?

Estive pensando há um tempo como é bom ser criança. Um dia desses eu estava levando meu filho ao shopping para passear um pouquinho, dentro do ônibus tinha duas crianças sentadas em um banco atrás de mim, dois meninos muito bonitos que não tinham mais que 6 aninhos, acho que eram irmãos ou parentes bem próximos pois eram bem parecidos.  
Eu estava brincando com o Guilherme e logo ele pegou no sono, comecei a prestar atenção na conversa dos dois meninos porque uma coisa que um deles falou me chamou muita atenção. Nós estávamos passando em frente do Parque dos Paturis, um parque bem conhecido na minha cidade que, aliás, está bem mal cuidado pela prefeitura, que parece não ligar muito para a preservação de um dos poucos recursos de lazer de quem mora em Carapicuíba, quando um dos meninos falou assim:
- Olha que lindo acho que é o paraíso
E o outro menino respondeu:
- Não é o paraíso, mas é muito legal.
O menino que me pareceu o mais novo ficou incomodado com a negativa do irmão e retrucou:
- É o paraíso sim, tem água pra gente nadar, tem lugar pra comer se sentir fome, olha quanta grama, dá pra gente deitar e jogar muita bola tem aqueles cavalos pra gente dar uma voltinha e depois de noite é só a mãe montar uma barraca pra gente dormir. Isso sim é o paraíso.
O mais velho pensou um pouco nos argumentos do irmão e só teve uma objeção diante de um dia que poderia ser tão divertido:
- Tá bom, mas eu não vou dormir sem tomar banho não, a gente vai estar sujo e se não tomar banho e dormir no chão vai encher de formiga nosso corpo.
Eu fiquei impressionada com a inocência desses dois meninos. Hoje em dia que as crianças são cada vez mais espertas e atentas, em muitos casos são obrigadas tão cedo a perderem a tal inocência, foi tão legal sentir que o que eu senti escutando a conversa deles. Eu lembrei o que era importante pra mim quando eu era criança, eu não queria um monte de coisas caras, eu queria ir pra praia com minha família, ou então passar uns dias em Minas na casa da minha madrinha.
Hoje em dia quando tantas crianças querem o brinquedo mais caro, o mais legal, o celular mais moderno, a roupa mais bonita ou tantos outros “mais”, eles queriam jogar bola, comer lanche, nadar e depois dormir em uma barraca.  
Fiquei pensando um bom tempo na definição de paraíso que eu escutei, era um paraíso tão simples mais tão sincero, essas coisas que a gente só escuta de criança mesmo. Fiquei pensando no meu paraíso, nas coisas que a gente vai perdendo quando vai crescendo, na quantidade de besteiras que a gente faz depois que deixa de ser criança e perde a nossa verdadeira definição de paraíso.
Não sei o que seria meu paraíso hoje, acho que ver meu filho feliz, com saúde, ter uma vida profissional boa e bem sucedida, um amor de verdade do meu lado, ver minha família feliz, essas coisas de mãe são ótimas alternativas. Entretanto algumas dessas alternativas não vão ser tão fáceis de serem alcançadas.
Fiquei pensando quando meu foco mudou, quando meu paraíso deixou de ser um dia no parque e se tornou ser amada por uma pessoa que não esta nem ai comigo, ou coisa parecida, passei a pensar quando e como a gente muda tanto, como a inocência de criança vira maldade, malícia de adulto.
E como as pessoas mudam pessoas simples divertidas e extremamente sinceras, se tornam mentirosas, arrogantes, cheias de si como se fossem a coisa mais importante do mundo, como se tudo fosse por causa delas, pessoas calmas se tornam ignorantes e impacientes, pessoas com um coração lindo, trocam momentos únicos pra passar o final de semana bebendo, pessoas que tem a oportunidade de serem extremamente felizes e amadas trocam isso por festas e baladinhas. Lamentável né. Mas acontece infelizmente acontece.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Saudações Corinthianas

Por falar em amor, tem algo mais lindo do que o amor pelo seu time do coração. Neste domingo 1 de maio, nós corinthianos sofremos ao assistir o jogo entre Corinthians x Palmeiras, no estádio do Pacaembu, disputando uma vaga para a final do Paulistão de 2011.
O jogo foi quente, e a temperatura continuava subindo, é bem verdade que eles tiveram mais oportunidades de gol, mas futebol é resultado positivo, e esse resultado se vestiu de preto e branco.
Como sempre ou quase sempre acontece a nação corinthiana sentiu o coração na boca, durante os intermináveis 48 minutos de jogo, o Palmeiras melhor em campo e com um jogador a menos, fez um gol, e ao melhor estilo guerreiro o TODO PODEROSO TIMÃO foi atrás do empate, que não demorou muito para acontecer depois do gol alviverde, Willian é nome do “cara”, que colocou esperança nos corações fiéis, na tarde chuvosa de domingo.
Então já que é para sofrer, vamos para os pênaltis, ninguém errava e a cada cobrança, posso garantir que milhões de corinthianos sentiam uma angustia: Ai acaba logo... Erra Kleber...  Segura Julio... e as preses foram ouvidas, ele defendeu Julio Cesar fez a alegria de milhares de corações centenários, corações esses que não paravam de gritar, que não paravam de vibrar, então vamos lá é só fazer mais um gol, e estamos na final. Foi ele RAMIRES marca para o Corinthians e nos coloca na Final.
O mando do jogo era dos palmeirenses, o estádio com mais de 30 mil corações verdes, se calou e ouviu-se enfim os gritos: Eu nunca vou te abandonar Porque EU TE AMO.. Eu soooooou Corinthians... Timão ôôô Timão ôôôô Timão ôôôô... Estávamos em minoria nas arquibancadas e durante o jogo quase não se ouvia no estádio gritos corinthianos. Mas o amor preto e branco foi quem brilhou, estamos na final. E aos palmeirenses, restou bater palmas e bom meus pêsames.
Uma imagem de uma mãe consolando seu filho palmeirense na arquibancada foi transmitida, o menino estava triste, chorando, e eu imagino como deve ter sido ruim não só pra ele mas para muitos pequenos palmeirenses, sinto muito, enquanto vocês choram milhares de pequenos corinthianos, maloqueiros e sofredores, gritam e choram também porque não, mas de muita alegria. O Pacaembu se calou e de longe se escutava os gritos da massa fiel: ELIMINADO... ELIMINADO... ELIMINDADO.
Depois do jogo o clima de rivalidade aumentou ainda mais, Julio Cesar o herói defensor do pênalti, disse que se sentiu em um campo de batalhas, como se estivesse em uma guerra, sim Julio podemos dizer que para nós corinthianos os jogos são uma guerra. Todos os times quando jogam com o Corinthians querem ganhar, é muito melhor ganhar do Corinthians. Somos uma torcida, um time, contra muitos times, quando o Corinthians entra em campo todo mundo torce contra, não importa quem seja o adversário. Quem nunca ouviu um santista, um palmeirense, um são-paulino dizer: Eu torço contra o Corinthians. É assim, todos contra, e é bem melhor assim .  
Aos palmeirenses não faltaram reclamações, e como sempre a culpa é do Juiz, o técnico disse que o juiz estava roubando, mas que coisa, é sempre assim, passo a acreditar que todos os juízes são corinthianos também.
O ponto fraco de um corinthiano já é conhecido pelos torcedores dos outros times, então em qualquer discussão de porta de bar que envolva o Corinthians sempre escutaremos: E vocês nem sabem o que é Libertadores. Gente outro argumento, por favor, eu como todos os corinthianos, não sou feliz por não termos uma liberadores, mas isso é questão de tempo, pode ser daqui a cem anos qual o problema, mas ai fico pensando cá com os meus botões: Do que vocês vão falar em uma discussão de times quando esse dia chegar?
É muito amor, muita garra, muita raça, sentimentos misturados o tempo todo durante o jogo e depois do resultado. Agente passa mal, sofre, chora, mas sobrevive, pra poder contar o quanto é bom ser Corinthiano. Corinthians Paulista do meu Coração, nem sei como acontece esse amor, parece que nasce com agente, e vai crescendo junto com agente, todos os times tem seus torcedores apaixonados, e doentes, mas Corinthians é diferente, somos a torcida FIEL, estamos com nosso time em qualquer lugar, em qualquer situação, em qualquer hora, mesmo sem Libertadores, que sim é nosso maior desejo, somos corinthianos, e isso vale muito mais, faço parte do bando de loucos, faço parte da torcida fiel, faço parte da NAÇÃO CORINTHIANA.    

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lobo em pele de cordeiro

Estamos próximos do dia das mães, e nesta data querida os filhos ficam mais carinhosos, na televisão os comerciais são mais emocionantes, maridos buscam maneiras de demonstrar durante um dia inteiro a importância que suas mulheres têm como mãe, mulher, profissional entre outras atividades. Sim o dia das mães é um dia de muito reconhecimento para nós mães, mas será que toda mulher merecia ser abençoada com o dom de ser mãe?
Essa é a pergunta que eu sempre me faço quando uma “mãe”, que deveria ser exemplo de amor, carinho, paciência, jogar seu filho no lixo. Atualmente uma onda de falsas mães vem crescendo assustadoramente a meu ver, as mulheres engravidam mesmo sabendo que não tem condições nenhuma de cuidar da criança, e simplesmente, depois que a criança nasce, elas as jogam fora, em lixos, em rios, dentro de sacolas, bebês são maldosamente largados como se fossem latas de ervilha.
O Brasil mais uma vez ficou chocado com mais um caso de abandono de incapaz. Na noite de segunda-feira, 18 de abril, as câmeras de segurança de uma empresa, em uma rua deserta em Santos litoral de São Paulo, mostrou o momento em que Rosineide deixa um embrulho numa caçamba de lixo, e como estivesse se livrando de um lixo mesmo, ela vira as costas e vai embora calmamente. As câmeras mostram também que 20 minutos depois um catador se desespera ao ver que dentro do lixo havia um bebê.
A pequena Vitória, como vem sendo chamada pelos médicos e funcionários do hospital, passa bem, e está na mão do conselho tutelar, para que Deus encaminhe uma família linda para ela, para que Deus encaminhe uma linda mãe para ela. Os médicos disseram que se não fosse o catador ter visto a pequena princesa no lixo naquela noite, certamente ela teria morrido. Não dá pra falar sobre isso, uma MÃE, teria matado seu bebê. Rosineide está presa, e eu espero que ela continue presa por muito tempo, mas por muito tempo mesmo, sei que rancor e vingança não são sentimentos bons, mas espero que ela sofra muito.  
Depois de encontrar a criança e chamar o professor de uma escola próxima dali para pegar a bebê, a câmera mostra também o catador indo embora calmamente. O anjo que salvou a vida deste bebê atende pelo nome de Andrey, digo anjo porque uma vez quando eu era criança, um mendigo que estava perto da minha casa se aproximou do meu portão para conversar comigo, uma amiguinha que estava junto comigo se afastou e foi embora, e eu fiquei sentada do lado dele escutando as histórias, que segundo ele eram verídicas. Eu ainda me lembro deste mendigo porque quando minha mãe veio desesperada pra me tirar de perto dele, ele estava me falando que agente não pode desprezar ninguém, por que a pessoa é feia ou porque não tem dinheiro, ou porque mora na rua, e isso não podia acontecer, porque ás vezes Deus e disfarçava de um homem simples pra testar seus filhos aqui na Terra.
Eu nunca mais vi esse senhor, mais o que ele me falou ficou muito guardado em minha mente. Claro que hoje em dia não podemos sair ajudando todo mundo porque as pessoas se aproveitam de pessoas muito boas, mas até que me prove o contrário, todos são inocentes, claro que eu tenho medo de ser assaltada, ou outra coisa, mas creio que não são só as pessoas mais humildes que podem nos fazer mal. E no caso de Andrey, minha teoria se mostra certa.
Infelizmente os casos de horror que essas falsas mães vem protagonizando, não são só com bebês, crianças e adolescentes também são maltratados, espancados, e até mortos por esses seres humanos malditos.
Enfim, são poucas as coisas que a sociedade pode fazer para melhorar essa situação, afinal nunca se espera que uma mãe esteja matando sua cria, nem no mundo animal é assim, mas acredito e tenho fé, que a justiça do nosso país não vai dar as costas para essa situação. Espero que essas mulheres disfarçadas de mães sejam presas, condenadas, e amargurem o frio de uma cela de prisão.
Para que o Dia das Mães possa ser comemorado do jeito certo, com carinho, com amor, para que seja coisa de mãe, ter um dia todo nosso, sem ter que pensar nas maldades do mundo, para que nossos filhos possam acordar de manha e dar um super beijo acompanhado de um super abraço, e que o maior presente seja um EU TE AMO MAMÃE, para que esse dia de reconhecimento por tanta dedicação, por tantas renuncias, por tantas lágrimas de alegria e de tristeza que são derramadas, possam ser comemoradas pelas pessoas que realmente merecem serem chamadas de Mãe.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

12 famílias destruídas, 12 sonhos interrompidos.

O Brasil ficou chocado com a tragédia que aconteceu na manhã desta quinta-feira 07/04/2011, na Escola Municipal Tasso de Oliveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Sem nenhum motivo aparente, Wellington Menezes de Oliveira, um homem (se é que ele pode ser chamado assim), de 23 anos, que mesmo que tivesse problemas poderia buscar ajuda, resolveu destruir a vida de crianças simplesmente pelo prazer de ver os outros sofrerem.
Segundo o site da globo.com, o cidadão, entrou na escola, onde foi aluno, bem vestido dizendo que ia dar uma palestra, quando entrou foi até uma das salas do primeiro andar e começou a atirar nas crianças, como se praticasse tiro ao alvo com latinhas em cima de um muro. Um dos meninos conseguiu fugir e avisar um policial que fazia uma blitz contra transporte irregular perto dali. Rapidamente a imprensa estava no local, tudo virou um tumulto, muitas pessoas na frente do colégio, pais, mães, curiosos, a polícia, todos esperando por noticias. Todos esperando alguma esperança.
Wellington, matou 10 meninas e 2 meninos, e deixou outras crianças feridas, os repórteres das grandes emissoras de TV estavam o tempo todo dando novas noticias sobre o caso. Uma imagem não sai da minha cabeça, uma mãe desesperada a procura de notícias de seu filho, a polícia não tinha muitas informações, e a angustia e o desespero eram os únicos sentimentos naquele local.  
O caso comoveu as autoridades, do país, virou notícia internacional, e tenho certeza que em alguns países desenvolvidos, as pessoas se perguntaram: Mas isso aconteceu no Brasil, não é o país da próxima copa do mundo? Sim somos o país da próxima copa do mundo. Sei que isso foi um caso isolado, não temos outros casos de uma atrocidade dessas aqui no Brasil, para quem gosta, temos outras tragédias e absurdos, nossas escolas são cercadas por traficantes que também recrutam nossos filhos para trilharem um caminho de morte, nossos filhos podem morrer com uma bala perdida dentro da sala de aula, mas um ataque assim tão explícito contra a vida de alunos dentro das escolas não. A segurança é questionável nas escolas do Brasil, mas esse caso não deve ser alarme para transformarmos escolas em prisões de segurança máxima, pelo menos a principio, acho que ainda não e o caso.
Eu não consigo imaginar, eu chorei só de ver a situação daquelas mães, qual é o tamanho da dor de você saber, que seu filho saiu de casa pela manhã para estudar e simplesmente horas depois, você recebe a notícia que seu filho pode estar morto, por que um idiota resolveu que ia matar. É incalculável o tamanho da dor que esse homem proporcionou a mães, pais, avós, a toda uma família, que neste natal, vai estar desfalcada, quantos sonhos ele não destruiu, quantas vidas interrompidas por uma atitude de um louco covarde, de um sujeito que é capaz de deixar uma carta pedindo o perdão de Deus, se dizendo puro, e selecionando quem pode ou não tocar em seu corpo.
Não sei como não desejar o mal para o espírito desse homem, sei que não é bom ter magoa de ninguém, mas sou um ser humano e tenho defeitos, muitas falhas, e não sou uma pessoa que perdoe ou releve atitudes desumanas, sei que não tenho que perdoar nada, mas tenho um filho, e a possibilidade de saber que um dia alguém pode atentar contra a vida do meu filho me tira o juízo.
Não imagino como vai ser a vida das crianças que viram tudo, imagino quantos pesadelos elas não vão ter, quantas vezes elas não acordarão no meio da noite com barulho de tiros, ouvindo as suplicas das vítimas mortais pela vida. Não imagino como serão os próximos dias, os próximos meses, os próximos anos, das famílias que perderam um ente querido de uma maneira tão ridícula.
Deve ser coisa de mãe o sentimento horrível que eu senti ontem, e que ainda sinto dentro de mim. Entretanto, essa minha revolta vai passar, uma hora vai passar, o dia 07 de abril de 2011 vai ficar na historia do país, mas uma hora povo esquece. Só queria saber como essas mãe e familiares vão esquecer. Mesmo sem experiência nessa situação triste (e espero que NUNCA passe por isso), tenho certeza que elas não vão esquecer.   

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Simplismente estar com Você

Esse final de semana foi muito bom. Eu não fui pra nenhuma balada, nem cinema, nem fiz nada de muito maravilhoso, mas tive algumas surpresas que alegraram meus dias. Creio que deva ser coisa de mãe ficar super feliz com alguma coisa pequena que o filho realize, então vamos as surpresas.
No sábado de manhã eu tive que entregar um aparelho de gravação de áudio para a minha parceira de TCC, e levei o Guilherme junto comigo até a Barra Funda, (ele gosta muito de andar de trem e de ônibus), durante o percurso de cerca de 60 minutos, ele me fez dar muita risada. Simpático e oferecido como ele é, todo mundo que entrava ele dava um jeito de chamar a atenção e logo dar um sorriso pra pessoa. Foi assim em todas as estações. Em Osasco, entrou uma família, e se sentaram próximos a mim e ao Gui, foi ai que ele mostrou toda sua cara-de-pau. Ele seduziu e moça do nosso lado, com aquelas carinhas lindas, ou aquele sorriso maravilhoso, até a moça dar uma bala pra ele, o gesto dela logo foi respondido por ele com um grande sorriso de agradecimento. Eu fui tirar o papel da bala e morder um pedaço pra não dar a ele um pedaço enorme, foi ai minha primeira surpresa, quando ele viu que eu estava com a bala na boca, ele como um passarinho que pega a bala da boca da mamãe, ele veio com uma carinha linda de safado e pediu pra eu dar a bala na boca dele. Me senti tão bem. Ganhei um beijo todo melado, e um sorriso depois do presente.
É eu sei, você pode estar achando que é coisa de mãe coruja, babona mesmo, mas foi tão bom, saber que ele queria que eu desse pra ele, ele sabe pegar a bala na mão e colocar na boca, mas ele quis que a minha bica desse pra ele, senti meu filho tão meu. O resto do dia foi normal, voltamos pra casa e nossa rotina foi a mesmo dos outros finais de semana quando estamos juntos.
Uma cena da novela das oito que sempre passa as nove, (Insensato Coração/Rede Globo) me chamou muita atenção, os personagens André (Lázaro Ramos) e Carol (Camila Pitanga), na trama vão ter um filho juntos, tá claro não tem muito a ver com a minha história, mas o fato dela não querer que ele assuma nada, o fato dele não querer ser pai, as brigas, me fizeram voltar no tempo, mesmo que por um minuto. Na cena da novela o André chega e fala tudo que ele queria fazer pelo filho dele pra Carol, foi muito lindo, e foi tudo que eu passei muito tempo querendo ouvir do pai do meu filho.
No domingo, eu e meu bebê ficamos juntos o dia todo, e agora que ele está crescendo está sendo muito bom saber que ele me reconhece como mãe dele, em tudo e pra tudo, é muito bom quando ele me chama. No final da tarde eu e Le ficamos umas 2 horas brincando de esconder, ele correr pra trás do sofá e fica esperando eu “assustar” ele, ele sabe o que eu vou fazer e mesmo assim , vem uma gargalhada enorme, que me deixa com uma sensação de ser a mulher mais importante do mundo, de ser a pessoa mais importante do mundo, de ser a melhor mãe do mundo. E parece incrível mas mesmo quando a situação não está nada boa, eu sou mãe e meu papel é fazer valer. O comilão do Guilherme, encheu a barriga de pizza junto com o avô dele no domingo a noite, resultado, passou mal durante a noite e eu recebi um presentinho, ele acordou chorando e logo que eu peguei ele no colo ele vomitou em mim, é nojento, tenho certeza que se outra pessoa vomitasse em mim eu ficaria com muita raiva, mas foi meu filho e a única sensação que eu senti foi preocupação, será que ela está bem , então me restou ficar velando o sono dele para garantir que se ele voltasse a se sentir mal eu estaria ali para protegê-lo. Coisa de mãe!  
     

quinta-feira, 24 de março de 2011

É uma escolha difícil, mas é uma escolha.

Eu considero estranha a capacidade do ser humano de achar que sempre está certo. Esse egoísmo creio eu, começa a se intensificar na adolescência, nessa fase da vida de todos nós é incrível como o mundo parece que tem que se moldar ao que agente acha. As pessoas têm que ser feitas pra gente, do tamanho certo, nos nossos padrões, sem contar que nossas dificuldades, tristezas, preocupações sempre são maiores que a dos outros, e isso se agrava com o fato de ninguém nos entender.
Para homens e mulheres na adolescência (e até depois), nossos pais são as pessoas mais chatas do mundo, muitas vezes agente se dá muito melhor com as pessoas de fora do que com a própria família, nossa mãe sempre fala demais, nosso pai sempre é muito chato, a irmã mais velha é uma mala, entre outros. Acho que eu ainda atenho esses pensamentos, mas depois de ser mãe ficou mais claro que nossos pais, sejam eles pais biológicos ou não, ou só nossa mãe , ou só nosso pai, ou a avó e o avô que muitas vezes são pais, são as pessoas que mais nos querem bem.  
Agente nunca escuta, e parece que quanto mais gente falando no nosso ouvido, mais agente quer fazer, afinal eu tenho 15, 16, 17 anos sei o que é bom pra mim, ou então tenho 18, 19, 20 anos sou maior de idade faço o que eu quero, minha mãe não manda em mim, e é nesse pensamento que agente bate a “cara” na parede.
No Estado do Rio de janeiro, uma mãe entregou seu filho de 16 anos à polícia depois de reconhecê-lo nas imagens que foram divulgadas na mídia, o menino participava de um assalto em um motel no bairro da Tijuca no Rio de Janeiro na semana passada. (Aposto que esse garoto não ouviu sua mãe).
É uma notícia confusa, pelo menos pra mim, meu filho ainda é pequeno e eu não tenho a mínima ideia de qual seria minha reação ao ver meu filho envolvido em um assalto. O lado mãe com certeza nem pensaria na possibilidade de entregar um filho à polícia e é uma atitude normal, pois essa mãe deve saber as condições do sistema carcerário em nosso país, que são pouquíssimas pessoas que são presas e voltam à sociedade reabilitadas, e deve saber também que essa atitude pode fazer ela perder o filho pra sempre.
Mas o lado pessoa, deve ter penado nas consequências de se acobertar um crime, ele participava de um assalto hoje, e amanhã, o futuro é inserto e provavelmente, essa mãe teve medo do futuro do seu filho.  
Na verdade eu vejo atitude dessa e de outras mães que tiveram a mesma, como a busca desesperada pela recuperação de uma pessoa que se ama muito, como se fosse um filho que estivesse envolvido com drogas e você tenha que o mandar para uma casa de reabilitação. Um filho é uma pessoa que se tem um sentimento acima de todos os outros, é a pessoinha que você viu nascer, crescer, ou mesmo que não tenha visto nascer você o criou o amou, não dá pra perder uma pessoa que se ame assim para uma vida tão cretina.
É uma situação que divide opiniões, é coisa de mãe proteger os filhos acima de qualquer coisa estando eles certos ou errados, mas é coisa de mãe também dar bronca criticar, preparar os filhos pra vida, orientar, é coisa de mãe ser chata, falar demais, tentar passar para os filhos noções de certo ou errado, então se você é filho, não se revoltem com o monte de coisa que suas mães falam, nem tudo é verdade, nem sempre as mães estão certas, pode parecer que nossas mães querem mandar em tudo, querem ser donas da verdade mas isso é cuidado, é amor, é coisa de mãe.  

terça-feira, 22 de março de 2011

Mosquitos X Pessoas, um resultado triste.

Meu post de hoje infelizmente não é tão lindo como os anteriores. Venho escrever sobre um assunto que muito me incomodou hoje pela manhã e apesar do passar do dia ainda me incomoda.
Hoje ao entrar no site g1.com, me deparei com a notícia de que o Estado do Rio de Janeiro esta sendo castigado pela dengue, em menos de três meses o número de casos de dengue no Rio já superou os anos de 2009 e 2010, segundo a secretaria municipal de saúde, são 14 bairros da zona Sul do Rio que estão com o surto da doença.  
Não é de se surpreender que uma doença como a dengue, que pode ser evitada, se as devidas precauções forem tomadas esteja afetando tantas pessoas, afinal o povo brasileiro apesar de suas inúmeras qualidades tem o defeito de fingir que nada esta acontecendo, e como é mais cômodo colocar a culpa nas autoridades, no entanto os prejudicados nem sempre são os que ajudam a causar todo o mal.
Dá pra acreditar, mosquitos estão causando a morte de pessoas no país sede da próxima copa do mundo, no país lindo, onde tudo vira festa, onde mulheres incrivelmente lindas desfilam seus corpos bronzeados pelos calçadões das praias, no país em que craques de bola nascem e crescem com os pés descalços jogando bola nos campinhos de terra, mosquitos estão sendo um dos motivos de morte atualmente (2011) no Brasil, a exemplo do que aconteceu com os portugueses quando nos “descobriram”.
O número de óbitos chega a 15 pessoas, bom o que são 15 pessoas não é mesmo. Pouca coisa é o que nos parece, nem as autoridades, nem a população agem realmente contra os mosquitos é um jogo irritante de jogar a culpa um no outro e enquanto isso, crianças e adultos morrem por mosquitos.
 No ultimo dia 19 de março, infelizmente uma pequena e linda menina de apenas 4 meses morreu de dengue hemorrágica no estado do Rio, e a mãe da criança reclamou da demora nos exames,e atribuiu a essa demora em se diagnosticar a dengue a morte da filha (que chegou a ter o diagnóstico de virose), não tenho ideia do que a mãe desse bebê esteja sentindo hoje. Porém, tentarei descrever (mesmo sem nenhuma experiência com essa trágica situação), o que eu como mãe sentiria nesse momento.
Um misto de saudade e revolta tomaria conta do meu coração, revolta por talvez meu bebê não ter sido atendido como deveria, pelos exames terem esperado estado do meu filho se agravar para darem um parecer sobre a doença, entre outras revoltas que assolam o coração de uma mãe que perde um filho assim tão cedo. Ficaria indignada também com o fato de mesmo com as ações e programas contra a dengue, esse mosquito ainda conseguir fazer tantas pessoas chorarem . entretanto a parte mais difícil de ser enfrentada, pelo menos no meu caso, ainda estaria por vir, que seria a saudade. Saudade em minha opinião pode ser a sentimento mais gostoso, como o mais cruel. Gostoso, porque é bom sentir saudade, quando se está apaixonado, sentir vontade não sair de perto, sentir vontade de ligar o dia todo, essa saudade é saudável, você sabe que no fim do dia, no fim da semana ou até no fim do mês você vai mandar essa saudade passear, e vai estar ao lado de quem se deseja. E cruel porque machuca tanto quando se sabe que ela nunca mais vai ser curada, não é bom sentir saúde assim, dá vontade de chorar, as lembranças vão te incomodar para o resto de sua vida, que droga de saudade de um filho que morreu, é cruel, nesse caso saudade vira crueldade. Vira sentimento de perda, de impotência, de tristeza, vira sinônimo de fraqueza.
Ainda não conheço bem  todas as “coisas de mãe”, mas tenho total certeza que é coisa de mãe se sensibilizar com uma história assim. Aqui deixo registrada minhas condolências a mãe desse bebê, sei que isso não fará diferença nenhuma na vida dessa mãe que creio que a partir de agora será mais triste, mas espero que ela se recupere, e espero muito mais que esse episódio não se repita. Povo brasileiro autoridades brasileiras, se fizermos juntos não seremos derrotados por mosquitos.  

sexta-feira, 18 de março de 2011

Primeiros passos de um guerreiro

É tudo muito incrível quando se acompanha o crescimento de uma criança. Meu filho sempre me causa muitas surpresas, e a do dia 24 de fevereiro de 2011 foi uma totalmente linda. Eu cheguei da faculdade como de costume ás 23:15h, e também como de costume, meu filho estava me esperando com a “corda toda”, eu entrei em casa nem bem jantei e já fui brincar com ele, o tio dele chegou do colégio e ficamos nós três na sala brincando como crianças.  Eu estava mais atrás do Gui e do tio dele, não sei bem o que aconteceu, mas ele ficou irritado com o tio e me chamou, “mamaã”, quando eu olhei e estiquei o braço ele veio andando em minha direção; na hora foi muito automático, eu dei um grito fiquei tão feliz, ele estava vindo pra mim andando sozinho, ele já andava mas só se alguém lhe desce a mão, tive que filmar aquilo e não me lembro de outra situação em que eu ficasse tão feliz em fazer um vídeo.
Agora é assim ele já anda, meu homenzinho está andando, e eu já sinto uma tremenda falta de quando ele mamava no peito, sinto falta de quando ele precisava muito de mim, e olha que ele ainda vai precisar muito, afinal ele só tem 1 ano e 3 meses. Mas esse pequeno gigante tem muita história pra contar, quem o vê andando assim nem acredita que aos nove meses de vida ele passaria por uma cirurgia do coração. =/
Pois é, meu bebê é um vitorioso nato. Aos 3 meses de vida o Guilherme não ganhava peso, crescia normalmente mas não era uma criança gordinha, após uma gripe que era pra ser normal, o Guilherme foi diagnosticado com uma CIV (Patologia cardíaca. Significa Comunicação Inter Ventricular. É quando há uma comunicação (um "furinho") entre os ventrículos, o que não deveria haver). No auge do meu desespero quando eu realmente não sabia o que fazer muito menos em que pensar, descobri que meu filho a qualquer momento teria que realizar uma operação, não dava pra acreditar, que meu pequenininho ia passar por uma sala de cirurgia. Começamos a tratar do problema do Guilherme, o problema não prejudicou o desenvolvimento mental dele, ele se mostrou muito inteligente, uma criança normal que SEMPRE me deu muita alegria, mas eu sempre fiquei muito receosa, com uma angustia muito grande, afinal a qualquer momento a Dra. Ieda, médica que o acompanha poderia simplesmente falar que ele deveria ser operado.  
O quadro clínico dele foi evoluindo bem, mas aos 9 meses de vida chegou a hora que eu tanto queria evitar pro meu bebê. No dia 9 de setembro ele seria operado. Não me lembro em nenhum momento da minha vida de ter sentido uma sensação de tanta impotência como aquela que eu sentia, meu filho seria operado aos 9 meses de vida e eu não poderia fazer nada, apesar dos médicos tentarem me tranquilizar foi totalmente em vão, passei os 20 dias anteriores a cirurgia com os nervos a flor da pele, e como geralmente agente só pensa em Deus quando se vê em um beco sem saída, eu passava muito tempo pensando em Deus, chorando muito e implorando para que Deus não abandonasse meu filho nem mesmo por 1 segundo.
Dia 8 de setembro, o Guilherme foi internado no hospital do coração em São Paulo para observação antes da cirurgia, foi o dia em que eu fiquei mais inquieta, qualquer coisa me fazia chorar muito e eu não queria de maneira nenhuma entregar meu filho, queria ele do meu lado, mas era inevitável. No dia 9 de manhã começaram os preparativos, exames e mais exames, e eu vendo meu pequeno sendo furado, vendo o soninho dele ser incomodado a todo momento, até que ao meio dia vieram me avisar que eu teria que dar um remedinho pra ele dormir e levá-lo para o centro cirúrgico. Deve ser coisa de mãe, mas a sensação de medo, angústia, a sensação de me sentir pequena, e a vontade de simplesmente acordar de um pesadelo terrível, daqueles que parece que foi de verdade, eram nítidas e cruéis, com uma mãe que ama tanto.
Após cinco horas de cirurgia, meu filho estava fora de perigo, e já poderia subir pra UTI, mesmo com os médicos (muito competentes e que salvaram a vida do meu filhote) falando que estava tudo bem e que ele iria e recuperar, eu estava muito ansiosa eu não sai da sala pra nada, (e esses dias me renderam 6 quilos a menos) fiquei o tempo todo esperando o momento de poder pegar na mãozinha dele, afinal é coisa de mãe só ter certeza do bem estar de sua cria se puder ver de perto. Quando eu entrei no UTI, vi a cena mais pavorosa que eu poderia imaginar, novamente como em um filme de terror, eu estava em estado de choque, meu filho estava no leito 4, perto da porta em um berço de ferro, só de fralda, com um monte de drenos e caninhos, tinha um dreno na barriga, um no pescoço, e estava com dois canos, um na boca e um no nariz, estava inchado, gelado, pálido com a boca roxa, pensei que fosse pelo frio, peguei um lençol que estava perto dele e o cobri, o ambiente triste e gelado da UTI era tenso, e me deixou gelada também. Ele estava dormindo, e o término dos 15 minutos da minha visita, foi mais uma vez um momento de pura tristeza.
Quando fui saindo junto com outras 6 mães, que estavam na mesma situação de desespero que eu, umas até mais desesperadas, é que eu fui tendo dimensão do quanto se tem que ser forte para ser mãe, foi naquela hora que eu entendi que ser mãe não é simplesmente dar a luz a um bebê, tem que sentir a benção, tem que sentir lá no fundo da alma o chamado que Deus fez, tem que assumir um pacto de vida e morte com aquele ser que se formou dentro de você, você é a origem daquela vida e ela se tornara a extensão da sua vida. Um casamento eterno, e é coisa de mãe assumir o compromisso de amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e assumir também outros personagens em sua vida, a partir de então não se é apenas mãe, é médica, é conselheira, é cozinheira, é arrumadeira, é professora, é chata, é leoa e briga pela cria, é sinônimo de carinho, amor, compreensão, aceitação, fidelidade, cumplicidade, enfim, um compromisso difícil porém eterno e em alguns casos gratificante.
O Guilherme não ficou muito tempo na UTI, com apenas 12 horas já estava no CTI e 12 horas depois estava subindo para quarto, já desinchado e com um pouco mais de cor, meu filho já surpreendia, estava brincando, comendo direito, como se estivesse em casa, recebeu visitas e brincou com todo mundo, virou xodó das enfermeiras, e sua força me deixou muito orgulhosa de ser mãe dele.  
Hoje, 6 meses e 8 dias depois do dia que meu filho foi operado, que eu o tenho ao meu lado, andando, aliás correndo pra todo lado, me esperando chegar da faculdade pra brincar de batuque à meia noite, olhando para o espelho e tirando foto com a mamãe, me dando beijo, correndo dos meus apertões, puxando minha mão pra sair pra rua, fazendo carinho em mim quando vê uma lágrima caindo do meu do meu olho, deitado do meu lado e me procurando na cama na hora de dormir, olhando pra mim de manhã e dando um sorriso enorme com aquela boca linda e cheia de dente, me chamando de mamãe e me tornando em conjunto com gente muito especial (pai, mãe, avó, irmão, amigos, namorado) a mulher mais feliz e realizada do planeta. Por que eu tenho o melhor presente que alguém poderia ganhar, e esse presente atende pelo nome de Guilherme Veríssimo dos Santos. 



      

terça-feira, 15 de março de 2011

Como administrar minha nova vida sem você?

O primeiro passo, como creio que seja o de milhares de meninas que engravidam com 19 anos ou menos, foi chorar desesperadamente, fiquei em estado de choque, achei que não teria como terminar a faculdade, que eu teria que me casar, que minha vida estaria terminada, depois pensei na decepção do meu pai, na aflição da minha mãe por eu ser diabética, ai começaram os pensamentos sombrios, pensei em fugir, ou em abortar, estava sem chão e liguei pro Mateus afinal ele tinha participação naquilo.    
Liguei para ele que também ficou em choque, mas depois de ter ouvido a pergunta que ele me fez eu deveria saber que as coisas não seriam tão fáceis, eu falei:
_ Mateus estou grávida
E ele mais do que rápido perguntou:
_ Grávida de quem?
Eu com o mundo desabando e ele pergunta de quem é o filho, tudo bem não estávamos juntos, mas, ele tinha que saber, afinal ficamos juntos por 3 anos. Era uma terça feira meu plano é que no domingo eu ele fossemos juntos pra minha casa e contássemos para meus pais, mas as coisas novamente não saíram como o planejado. Eu não tinha a quem recorrer, e fui pedir auxilio a mãe de uma amiga de infância, estava bem ai meu erro. Antes que eu e o Mateus fossemos contar tudo do nosso jeito, essa vizinha foi até minha casa e armou uma cena de cinema, como se eu tivesse cometido um crime, quando eu cheguei em casa foi aquele baile. Minha mãe estava passando mal com um ataque de pressão alta, meu pai extasiado, deitado na cama fumando seu cigarro e certamente pensando onde foi que eu errei? E meu querido irmão, que até então nunca havia demonstrado nenhuma preocupação com a minha vida pessoal, estava histérico, quando a mãe do Mateus e ele chegaram na minha casa meu irmão surtou, queria bater nele, ofendeu todo mundo, e talvez tenha sido ai que eu perdi o pai do meu filho.
Ainda me lembro depois de ter chorado horrores, de acompanhar o Mateus e a mãe dele até o portão, eu estava assustada, mas com um sentimento bom de que eu e ele ficaríamos juntos pra sempre agora com o nosso bebê, me lembro também dele ter me falado:
_Linda fica calma EU TE AMO.
Houve também uma mensagem de conforto no celular, com os dizeres: “Fica calma amor vai dar tudo certo, agora a gente é uma família e nínguem vai separar agente. EU TE AMO. Mih’nha Mih”. Isso não saiu da minha cabeça durante minha gravidez conturbada, e até hoje essas palavras ainda me incomodam.
Eu enjoei muito dele, não queria mais ficar com ele, achei que gostava de outra pessoa, mas era tudo idiotice, e a única coisa sensata que eu ouvi da mãe dele desde que eu a conheci, foi em uma ligação em que ela me disse: “Você só esta enjoada, não faz besteira, porque meu filho gosta muito de você, e vocês vão ter um filho”. Eu não dei atenção, mas agente acabou ficando junto por mais um tempo, pouco tempo pra uma história que deveria começar a partir daquele momento.
Com seis meses de gravidez houve o rompimento definitivo do nosso amor, depois de muitos problemas, depois de muitas mágoas, depois de muita coisa que eu ainda não aceito, e considero muita falta de consideração. Mesmo com tantas dúvidas e com tantas besteiras feitas pelo respectivo pai do meu filho, eu ainda o procurava, afinal não queria que meu bebê crescesse sem o pai por perto, mas realmente não aconteceu. A indiferença do Mateus comigo e com o bebê que eu estava esperando, fez com que ele visse apenas um ultrason depois de muito eu pedir, meus desejos de grávida ele não realizou nenhum, eu ainda trabalhava no negócio que minha família tem, minhas pernas e pés doíam, e ele não fez nenhuma massagem, ele também não estava perto quando o Guilherme deu um chute em mim, e não presenciou nenhum enjôo ou nenhuma crise de choro minha.
Enfim, e no dia 19 de dezembro ironicamente uma semana antes do dia do aniversario do “Pai”, o Guilherme vem a mundo, na cidade de Osasco, ao meio dia e vinte, nasce de parto cesariana o bebê mais lindo do mundo, o pai dele também não assistiu o parto, ou nem se quer sabia o dia a hora ou o hospital que ele nasceria, eu que não deixei, estava muito brava com tudo que eu passei na gravidez e com a total falta de presença do Mateus do meu lado. No dia 20 de dezembro depois da minha amiga irmã colocar as fotos do Gui no Orkut, eu recebi a ligação, que eu esperei por tanto tempo, era ele me pedindo perdão, dizendo que o “filho dele” era lindo, eu fui grossa, indiferente, e permaneci assim por muito tempo, mas também o que ele queria, agora era muito fácil falar que era pai.
Ao voltar pra casa, com dores terríveis nos pontos da cesária, um misto de emoções me dominava de um jeito incrível. Ora eu sentia uma saudade imensa do Mateus do meu lado, queria ele ali perto de mim, ora sentia uma raiva tremenda de tudo que eu passei sem ele, e que continuaria passando, por que ele ainda não estava comigo. E essa confusão só aumentava na medida em que eu olhava para o Guilherme dormindo e o via exatamente igual ao pai, muito parecido, com os olhos do pai como um dia eu falei que gostaria que fosse,  aqueles olhos que por tantas vezes eu acreditei, aqueles olhos que me passavam tanta verdade e tanta segurança.
Eu pensei muito e por trás de uma pose muito forte, eu queria mesmo era chorar muito, queria ter meu “Nem” comigo e com nosso filho, queria só que ele pelo menos uma vez me enfrentasse, e falasse não as coisas não vão ser do seu jeito, você é a mãe do meu filho, você vai ficar comigo e com ele, e não tem conversa. Eu queria uma atitude que me levasse pra ele de volta, mas atitude nunca foi o ponto forte do Mateus.  E eu deveria saber.





  

Como assim sou Mãe?

Esse blog tem o nome de “Coisa de Mãe”, logo, nada melhor do que contar minha passagem de menina, moça, solteira, baladeira, para Mãe.
As coisas começaram de um jeito muito comum, nada de específico nem de especial.  Eu conheci “PAI” (já explico o porquê das aspas) do meu filho que neste texto o chamarei de Mateus, no oitavo ano do ensino fundamental II (antigo ensino médio) no ano de 2004, éramos apenas colegas de classe, pra falar a verdade eu nem gostava muito dele, eu namorava outra pessoa e as coisas iam bem, ate que um dia eu descobri que esse certo alguém que não me chamava atenção nenhuma se interessava por mim, nada de anormal, já era final do ano e nada mudou.  Volta ás aulas, e novamente eu estava na mesma sala que ELE, foi no ano de 2005 que as coisas começaram a mudar, alia que minha vida começou a mudar. Mesmo namorando eu comecei a me envolver com aquele “cara” que não me chamava atenção, quando eu decidi me separar pra ficar só com Mateus, ou pra não ficar mais com ninguém, acho que as coisas já estavam fora do meu controle.
O Mateus já frequentava minha casa e todo mundo gostava muito dele, inclusive eu, agente começou a namorar e entre idas e vindas ficamos juntos por 3 anos. Passamos por farias fases, como qualquer namoro entre adolescentes, tivemos a fase do se amar de mais, quando agente acha que encontramos o amor de nossas vidas, passamos por fases de extremo ciúmes, que no nosso caso o sentimento de ciúmes era completamente presente no relacionamento tanto da minha parte quanto da dele, tivemos brigas horríveis e nos separamos várias vezes, eu corri atrás ele correu atrás, entre outras coisas.
Depois de um tempo separados, com vidas quase que tomando caminhos completamente distintos, e depois de eu terminar com ele quase que sem avisar, optamos por mais uma tentativa, e foi nessa tentativa que nossas vidas se ligaram pra sempre. Ficamos juntos novamente, mas esse encontro não fez com que agente voltasse realmente de fato, entretanto algum tempo depois, após um atraso na minha menstruação, a GRANDE SURPRESA, eu estava grávida. Eu descobri depois de um exame de sangue, que minhas amigas insistiam para que eu fizesse, eu certa que o resultado seria negativo, fui fazer por desencargo de consciência, e fui surpreendida, o resultado era POSITIVO.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Agora Vai

Este não é o meu primeiro blog, já tive alguns e confesso não obtive muito sucesso. Essa história de blog aconteceu na minha vida no início do ano de 2009 , cursando o segundo ano da faculdade, fazendo jornalismo, uma das atividades acadêmicas propostas era criar um blog, fiquei bem empolgada e dei início a minha vida de “blogueira”. Como eu disse não tive muito sucesso. Comecei a me questionar sobre o que eu escreveria no meu blog, bom falta de inspiração para escrever foi um problema que me deixou preocupada, afinal faço jornalismo.
Minha primeira opção foi cultura negra, preconceito, um assunto que sempre me interessou muito, e que eu iria com certeza gostar muito de falar sobre, no entanto não fui muito longe com essa ideia, fiz algumas postagens e logo percebi que o blog não estava do jeito que eu queria, outras coisas e a procura por um estágio, me fizeram parar de postar. Então pensei em falar de esportes, comentar d meu jeito feminino sobre futebol, e sobre o Corinthians, a mais isso foi uma idéia que nem se quer saiu da minha cabeça.
Bom nesse mesmo ano eu engravidei (essa história merece uma postagem especial), e então resolvi que iria falar de gravidez na adolescência, tinha certeza que iria dar certo afinal é um assunto que esta cada vez mais comum no Brasil, eu tinha certeza que muita menina estava na mesma situação que eu cm os mesmos pensamentos e dúvidas, achei que iria ser falar sobre, mas também não fui adiante com a ideia. Achava que me faltava alguma inspiração alguma coisa nova pra contar. Agora na minha quarta ideia, tenho certeza que vai dar certo, não é uma idéia tão inovadora, mas agora sinto que achei minha inspiração mais do que necessária pra escrever horas e horas, afinal um Guilherme em casa é fonte de muita inspiração. =)