quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lobo em pele de cordeiro

Estamos próximos do dia das mães, e nesta data querida os filhos ficam mais carinhosos, na televisão os comerciais são mais emocionantes, maridos buscam maneiras de demonstrar durante um dia inteiro a importância que suas mulheres têm como mãe, mulher, profissional entre outras atividades. Sim o dia das mães é um dia de muito reconhecimento para nós mães, mas será que toda mulher merecia ser abençoada com o dom de ser mãe?
Essa é a pergunta que eu sempre me faço quando uma “mãe”, que deveria ser exemplo de amor, carinho, paciência, jogar seu filho no lixo. Atualmente uma onda de falsas mães vem crescendo assustadoramente a meu ver, as mulheres engravidam mesmo sabendo que não tem condições nenhuma de cuidar da criança, e simplesmente, depois que a criança nasce, elas as jogam fora, em lixos, em rios, dentro de sacolas, bebês são maldosamente largados como se fossem latas de ervilha.
O Brasil mais uma vez ficou chocado com mais um caso de abandono de incapaz. Na noite de segunda-feira, 18 de abril, as câmeras de segurança de uma empresa, em uma rua deserta em Santos litoral de São Paulo, mostrou o momento em que Rosineide deixa um embrulho numa caçamba de lixo, e como estivesse se livrando de um lixo mesmo, ela vira as costas e vai embora calmamente. As câmeras mostram também que 20 minutos depois um catador se desespera ao ver que dentro do lixo havia um bebê.
A pequena Vitória, como vem sendo chamada pelos médicos e funcionários do hospital, passa bem, e está na mão do conselho tutelar, para que Deus encaminhe uma família linda para ela, para que Deus encaminhe uma linda mãe para ela. Os médicos disseram que se não fosse o catador ter visto a pequena princesa no lixo naquela noite, certamente ela teria morrido. Não dá pra falar sobre isso, uma MÃE, teria matado seu bebê. Rosineide está presa, e eu espero que ela continue presa por muito tempo, mas por muito tempo mesmo, sei que rancor e vingança não são sentimentos bons, mas espero que ela sofra muito.  
Depois de encontrar a criança e chamar o professor de uma escola próxima dali para pegar a bebê, a câmera mostra também o catador indo embora calmamente. O anjo que salvou a vida deste bebê atende pelo nome de Andrey, digo anjo porque uma vez quando eu era criança, um mendigo que estava perto da minha casa se aproximou do meu portão para conversar comigo, uma amiguinha que estava junto comigo se afastou e foi embora, e eu fiquei sentada do lado dele escutando as histórias, que segundo ele eram verídicas. Eu ainda me lembro deste mendigo porque quando minha mãe veio desesperada pra me tirar de perto dele, ele estava me falando que agente não pode desprezar ninguém, por que a pessoa é feia ou porque não tem dinheiro, ou porque mora na rua, e isso não podia acontecer, porque ás vezes Deus e disfarçava de um homem simples pra testar seus filhos aqui na Terra.
Eu nunca mais vi esse senhor, mais o que ele me falou ficou muito guardado em minha mente. Claro que hoje em dia não podemos sair ajudando todo mundo porque as pessoas se aproveitam de pessoas muito boas, mas até que me prove o contrário, todos são inocentes, claro que eu tenho medo de ser assaltada, ou outra coisa, mas creio que não são só as pessoas mais humildes que podem nos fazer mal. E no caso de Andrey, minha teoria se mostra certa.
Infelizmente os casos de horror que essas falsas mães vem protagonizando, não são só com bebês, crianças e adolescentes também são maltratados, espancados, e até mortos por esses seres humanos malditos.
Enfim, são poucas as coisas que a sociedade pode fazer para melhorar essa situação, afinal nunca se espera que uma mãe esteja matando sua cria, nem no mundo animal é assim, mas acredito e tenho fé, que a justiça do nosso país não vai dar as costas para essa situação. Espero que essas mulheres disfarçadas de mães sejam presas, condenadas, e amargurem o frio de uma cela de prisão.
Para que o Dia das Mães possa ser comemorado do jeito certo, com carinho, com amor, para que seja coisa de mãe, ter um dia todo nosso, sem ter que pensar nas maldades do mundo, para que nossos filhos possam acordar de manha e dar um super beijo acompanhado de um super abraço, e que o maior presente seja um EU TE AMO MAMÃE, para que esse dia de reconhecimento por tanta dedicação, por tantas renuncias, por tantas lágrimas de alegria e de tristeza que são derramadas, possam ser comemoradas pelas pessoas que realmente merecem serem chamadas de Mãe.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

12 famílias destruídas, 12 sonhos interrompidos.

O Brasil ficou chocado com a tragédia que aconteceu na manhã desta quinta-feira 07/04/2011, na Escola Municipal Tasso de Oliveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Sem nenhum motivo aparente, Wellington Menezes de Oliveira, um homem (se é que ele pode ser chamado assim), de 23 anos, que mesmo que tivesse problemas poderia buscar ajuda, resolveu destruir a vida de crianças simplesmente pelo prazer de ver os outros sofrerem.
Segundo o site da globo.com, o cidadão, entrou na escola, onde foi aluno, bem vestido dizendo que ia dar uma palestra, quando entrou foi até uma das salas do primeiro andar e começou a atirar nas crianças, como se praticasse tiro ao alvo com latinhas em cima de um muro. Um dos meninos conseguiu fugir e avisar um policial que fazia uma blitz contra transporte irregular perto dali. Rapidamente a imprensa estava no local, tudo virou um tumulto, muitas pessoas na frente do colégio, pais, mães, curiosos, a polícia, todos esperando por noticias. Todos esperando alguma esperança.
Wellington, matou 10 meninas e 2 meninos, e deixou outras crianças feridas, os repórteres das grandes emissoras de TV estavam o tempo todo dando novas noticias sobre o caso. Uma imagem não sai da minha cabeça, uma mãe desesperada a procura de notícias de seu filho, a polícia não tinha muitas informações, e a angustia e o desespero eram os únicos sentimentos naquele local.  
O caso comoveu as autoridades, do país, virou notícia internacional, e tenho certeza que em alguns países desenvolvidos, as pessoas se perguntaram: Mas isso aconteceu no Brasil, não é o país da próxima copa do mundo? Sim somos o país da próxima copa do mundo. Sei que isso foi um caso isolado, não temos outros casos de uma atrocidade dessas aqui no Brasil, para quem gosta, temos outras tragédias e absurdos, nossas escolas são cercadas por traficantes que também recrutam nossos filhos para trilharem um caminho de morte, nossos filhos podem morrer com uma bala perdida dentro da sala de aula, mas um ataque assim tão explícito contra a vida de alunos dentro das escolas não. A segurança é questionável nas escolas do Brasil, mas esse caso não deve ser alarme para transformarmos escolas em prisões de segurança máxima, pelo menos a principio, acho que ainda não e o caso.
Eu não consigo imaginar, eu chorei só de ver a situação daquelas mães, qual é o tamanho da dor de você saber, que seu filho saiu de casa pela manhã para estudar e simplesmente horas depois, você recebe a notícia que seu filho pode estar morto, por que um idiota resolveu que ia matar. É incalculável o tamanho da dor que esse homem proporcionou a mães, pais, avós, a toda uma família, que neste natal, vai estar desfalcada, quantos sonhos ele não destruiu, quantas vidas interrompidas por uma atitude de um louco covarde, de um sujeito que é capaz de deixar uma carta pedindo o perdão de Deus, se dizendo puro, e selecionando quem pode ou não tocar em seu corpo.
Não sei como não desejar o mal para o espírito desse homem, sei que não é bom ter magoa de ninguém, mas sou um ser humano e tenho defeitos, muitas falhas, e não sou uma pessoa que perdoe ou releve atitudes desumanas, sei que não tenho que perdoar nada, mas tenho um filho, e a possibilidade de saber que um dia alguém pode atentar contra a vida do meu filho me tira o juízo.
Não imagino como vai ser a vida das crianças que viram tudo, imagino quantos pesadelos elas não vão ter, quantas vezes elas não acordarão no meio da noite com barulho de tiros, ouvindo as suplicas das vítimas mortais pela vida. Não imagino como serão os próximos dias, os próximos meses, os próximos anos, das famílias que perderam um ente querido de uma maneira tão ridícula.
Deve ser coisa de mãe o sentimento horrível que eu senti ontem, e que ainda sinto dentro de mim. Entretanto, essa minha revolta vai passar, uma hora vai passar, o dia 07 de abril de 2011 vai ficar na historia do país, mas uma hora povo esquece. Só queria saber como essas mãe e familiares vão esquecer. Mesmo sem experiência nessa situação triste (e espero que NUNCA passe por isso), tenho certeza que elas não vão esquecer.   

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Simplismente estar com Você

Esse final de semana foi muito bom. Eu não fui pra nenhuma balada, nem cinema, nem fiz nada de muito maravilhoso, mas tive algumas surpresas que alegraram meus dias. Creio que deva ser coisa de mãe ficar super feliz com alguma coisa pequena que o filho realize, então vamos as surpresas.
No sábado de manhã eu tive que entregar um aparelho de gravação de áudio para a minha parceira de TCC, e levei o Guilherme junto comigo até a Barra Funda, (ele gosta muito de andar de trem e de ônibus), durante o percurso de cerca de 60 minutos, ele me fez dar muita risada. Simpático e oferecido como ele é, todo mundo que entrava ele dava um jeito de chamar a atenção e logo dar um sorriso pra pessoa. Foi assim em todas as estações. Em Osasco, entrou uma família, e se sentaram próximos a mim e ao Gui, foi ai que ele mostrou toda sua cara-de-pau. Ele seduziu e moça do nosso lado, com aquelas carinhas lindas, ou aquele sorriso maravilhoso, até a moça dar uma bala pra ele, o gesto dela logo foi respondido por ele com um grande sorriso de agradecimento. Eu fui tirar o papel da bala e morder um pedaço pra não dar a ele um pedaço enorme, foi ai minha primeira surpresa, quando ele viu que eu estava com a bala na boca, ele como um passarinho que pega a bala da boca da mamãe, ele veio com uma carinha linda de safado e pediu pra eu dar a bala na boca dele. Me senti tão bem. Ganhei um beijo todo melado, e um sorriso depois do presente.
É eu sei, você pode estar achando que é coisa de mãe coruja, babona mesmo, mas foi tão bom, saber que ele queria que eu desse pra ele, ele sabe pegar a bala na mão e colocar na boca, mas ele quis que a minha bica desse pra ele, senti meu filho tão meu. O resto do dia foi normal, voltamos pra casa e nossa rotina foi a mesmo dos outros finais de semana quando estamos juntos.
Uma cena da novela das oito que sempre passa as nove, (Insensato Coração/Rede Globo) me chamou muita atenção, os personagens André (Lázaro Ramos) e Carol (Camila Pitanga), na trama vão ter um filho juntos, tá claro não tem muito a ver com a minha história, mas o fato dela não querer que ele assuma nada, o fato dele não querer ser pai, as brigas, me fizeram voltar no tempo, mesmo que por um minuto. Na cena da novela o André chega e fala tudo que ele queria fazer pelo filho dele pra Carol, foi muito lindo, e foi tudo que eu passei muito tempo querendo ouvir do pai do meu filho.
No domingo, eu e meu bebê ficamos juntos o dia todo, e agora que ele está crescendo está sendo muito bom saber que ele me reconhece como mãe dele, em tudo e pra tudo, é muito bom quando ele me chama. No final da tarde eu e Le ficamos umas 2 horas brincando de esconder, ele correr pra trás do sofá e fica esperando eu “assustar” ele, ele sabe o que eu vou fazer e mesmo assim , vem uma gargalhada enorme, que me deixa com uma sensação de ser a mulher mais importante do mundo, de ser a pessoa mais importante do mundo, de ser a melhor mãe do mundo. E parece incrível mas mesmo quando a situação não está nada boa, eu sou mãe e meu papel é fazer valer. O comilão do Guilherme, encheu a barriga de pizza junto com o avô dele no domingo a noite, resultado, passou mal durante a noite e eu recebi um presentinho, ele acordou chorando e logo que eu peguei ele no colo ele vomitou em mim, é nojento, tenho certeza que se outra pessoa vomitasse em mim eu ficaria com muita raiva, mas foi meu filho e a única sensação que eu senti foi preocupação, será que ela está bem , então me restou ficar velando o sono dele para garantir que se ele voltasse a se sentir mal eu estaria ali para protegê-lo. Coisa de mãe!